sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Mesmo com explosão do Facebook, MySpace é lider de redes sociais nos EUA

O Facebook pode muito bem ter passado um ano movimentado, com explosão de tráfego decorrente da abertura da sua plataforma, estratégia imitada pelos rivais, e venda de 1,6% de sua operação para a Microsoft, mas quem fecha 2007 como a maior rede social dos Estados Unidos com uma larga vantagem é o rival MySpace.

A rede social gerenciada pela News Corp., segundo dados divulgados nesta quarta-feira (12/12) pela Nielsen Online, atraiu 57,4 milhões de visistantes únicos durante novembro deste ano, aumento de 7% em comparação ao mesmo mês do ano anterior.

O Facebook assumiu a segunda posição graças ao aumento de 89% no seu tráfego durante os últimos doze meses para 21,9 milhões de visitantes únicos diminuindo para pouco menos de trêz vezes a diferença com o MySpace no mercado norte-americano.

O acréscimo de novos visitantes do Facebook é ainda mais respeitável por quê, ao contrário de serviços como LinkedIn ou Flixster que registram aumentos de 245% e 316% de 2006 para 2007 graças às suas pequenas comunidades, a rede social contava com um tráfego considerável já no final do ano passado.

A rede de Mark Zuckerberg ainda se beneficiou da queda de 6% no tráfego da ClassMates, que registrou 11,4 milhões de visitantes em novembro e caiu para a terceira posição.

O Windows Live Spaces, rede social da Microsoft dentro da plataforma Live atrelado ao comunicador Live Messenger, teve aumento de 8% no seu tráfego registrando 9,5 milhões de visitantes em novembro.

No fim de novembro, foi a vez da comScore divulgar análise afirmando que, por mais que o Facebook tivesse sido centro das atenções no mercado da internet em 2007, cerca de 86% do retorno de campanhas publicitárias em redes nos EUA vinha do rival MySpace.

Para tentar contornar a dominação e oferecer uma plataforma que incentive novos clientes e campanhas no serviço, o Facebook apresentou no final de novembro sua nova ferramenta publicitária Beacon.

A estratégia de montar anúncios baseados no história de comportamento online, no entanto, se transformou na razão de críticas severas da comunidade pela suposta invasão de privacidade que o Beacon promove ao colher dados até mesmo de usuários não cadastrados no Facebook.

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